March82013
February182013

(Source: eriklagerlof)

10PM
10PM

(Source: thisamancannotdo)

February142013
February132013
February92013

(Source: deitar-me-ei, via victordefrance)

February52013
February22013

DA ARTE DE FALAR BEM SEM DIZER NADA.


Quando fui convidado para homenagear com um discurso neste digníssimo banquete o meu prezado amigo cujo nome ago­ra me falha a memória, achei imediatamente, depois de pensar muito, que eu era sem dúvida a pessoa indicada, a não ser natu­ralmente que outro orador fosse escolhido.
Desde criança, foi o homenageado um dos mais categorizados elementos, tendo muito mais talento e inteligência do que todos os que eram me­nos dotados do que ele. Neto de seus avós, o homenageado é também filho de seus pais, pertencendo desde cedo à sua famí­lia. Veio ao mundo na sua cidade natal, exatamente no dia do seu aniversário. Em menino, era membro ativo da infância, ten­do passado para a adolescência na puberdade. Depois disso, fi­cou adulto e, num rasgo cronológico, atingiu a maioridade aos 21 anos.
Homem de várias habilidades, é perito naquilo que de me­lhor faz. Sua memória é tão fantástica que ele se lembra nitida­mente de tudo aquilo que não esqueceu.
É uma pessoa de temperamento suave, a não ser quando se exalta, e só se cansa em momentos de exaustão. Domina com perfeição todas as línguas que fala sem dificuldade e quando con­versa usa sempre a palavra, deixando apenas para redigir tudo aquilo que escreve. Conhece todas as partes do mundo a não ser os lugares onde nunca esteve. Além disso, quando labuta, trabalha.
Finalmente, devo revelar que no ano passado, neste mesmo dia, este meu caríssimo amigo era dois anos mais moço do que será no ano que vem. Não quero ser profeta mas guardem bem as minhas palavras: de hoje a uma década, o homenageado verá que dez anos ter-se-ão passado. Obrigado.

O astronauta sem regime, de Jô Soares.
6PM
2AM

Qual seria sua ultima carta?

 Certa vez conheci um homem, Esse homem como todos os outros na época servia sua nação, e seguia seus líderes e comandantes até o fim do mundo se desse modo se fizesse necessário. Porem, como também todos os homens, esse tinha uma família, pequena, porem especial: Uma esposa e uma filha que acabara de aprender a andar. Mas o foco não é esse.
 Era um soldado, evidente! E estava em uma guerra, porem do lado errado. Não se condena ninguém pelo país que nasce e pelo que é ensinado e encucado desde cedo em sua mente, isso é fácil dizer. Mas esse soldado administrava um dos lugares que pra humanidade, hoje, o nome é desprezível. E administrava acreditando que fazia o bem. Quem pode culpa-lo? Todos! Mas quem realmente sabe o que passou no coração desse homem?
 Nunca fazia o serviço pessoalmente, óbvio, Pra isso serviam seus empregados e cabos e subcomandantes. Por esta razão, não sabia exatamente o que acontecia em seu local de administração. Digo, embora tivesse conhecimento do que era feito, não fez pessoalmente para saber em seu coração do que se tratava. Não até um dia especial.
 Veio a haver um dia em que seus empregados haviam se ausentado do local, por convocações à guerra, O que deixou o local com milhares de pessoas, sob o comando desse homem e de mais dois de seus empregados. Mas o serviço da rotina não podia ficar por não ser feito. Então com a ajuda de seus empregados, se pôs a fazer as tarefas do dia no local. Primeiro, como de costume, proveram alimento para 49 dos 50 alojamentos que havia ali. Sempre proviam alimento excluindo um alojamento, pois no final do dia esse alojamento não estaria mais ali, em funcionamento. Dando uma olhada no estado dos habitantes desses alojamentos, começou a lembrar-se exatamente do que se era feito ali, o qual não apreendeu muito, apreendia a dar ordens, e as ordens dava como foi ordenado a fazer. Nunca pensou em suas ordens sendo cumpridas, ou melhor, em como essas ordens eram executadas.
 Segunda tarefa do dia era conduzir os habitantes à onde eram levados para trabalhar, sim, “trabalhar”. Óbvio que não sabia fazer nada. Portanto observava enquanto seus empregados faziam e ajudava em alguma coisa que sobrava. Mas ao perceber e levar o choque de realidade, ficou extremamente chocado. Os habitantes desses alojamentos eram tratados de uma forma que ele repudiava. Eram espancados até quase morrer por não saberem quebrar uma pedra na pedreira. Mas como iam quebrar a pedra? Se pra quebrar a pedra é preciso levantar a picareta? E pra levantar a picareta é preciso comer? A alimentação que mais cedo deu aos alojados era muito pouco. No máximo mantinha os alojados de pé. Então quando perguntou ao empregado se era necessário dar mais, recebeu a resposta mais chocante que já ouvira: “Não, o senhor sempre estipulou esta quantidade, e na orientação do país e de nosso supremo comandante, deixa claro que devemos alimenta-los apenas para manter o cérebro deles funcionando, e nunca podemos deixar que seus estômagos desgrudem das costas”.
 Nunca em toda sua vida ouvira uma coisa daquelas. A ideia era repugnante em sua mente, agora se criava um caos, e no caos, ele era o culpado.

 Logo então foram para a terceira e ultima tarefa, que era feita a noite. O empregado perguntou então: “o senhor se lembra de qual era a ultima ordem que o senhor nos dava?”. Em resposta, já com a garganta embargada e com um peso que não se media no coração disse: “Limpar o alojamento não alimentado”. E assim se fez, mas não como o comandante imaginava. Não uma limpeza higienizadora. De inicio os empregados entraram como um tanque no alojamento acordando todos ali com o chute que dera na porta. Ordenava a todos que ficassem em fila imediatamente. E então encaminhava todos ao prédio dos chuveiros. E de lá, saiam empilhados. Aos montes, mortos! A fumaça que saia dos crematórios não era vista das cidades, pois a tarefa era feita a noite.
 O nosso homem caiu na loucura. Ali era o inferno! E ele era o diabo! E sabia agora que o que fazia pra ganhar dinheiro e por carne na mesa de sua esposa e de sua filha, era queimar a carne de milhares de pessoas.
 No dia seguinte os empregados vieram a sala do comandante dizendo que iam executar duas mulheres, pois comiam sem autorização. O comandante cheio de duvidas quis saber o que estava acontecendo, e foi informado de que uma mulher havia roubado comida do prédio da cozinha para alimentar uma criança.
 O comandante se deixou tomar por uma raiva, um ódio e uma fúria que não da para se descrever por meio da escrita. Ordenou aos empregados que o acompanhassem até o local onde seria feita esta execução. Com o coração pesado como chumbo que chegou ao local e viu mãe e filha amarradas junto a tabuas pregadas em um paredão com marcas de execuções passadas. O comandante então ordenou ao empregado para que ele repetisse a acusação em voz alta. E assim o empregado fez. Mais uma vez tomado pela raiva e pelo ódio, o comandante apontou sua arma e executou. Mas não as acusadas. Efetuou um disparo a queima roupa desfigurando a face do empregado, e colocou mais três disparos a perseguir o empregado que estava fugindo. Este teve suas costas e nuca perfuradas e morreu antes de cair ao chão.
 Em segredo e com a ajuda de rebeldes, administrou o local em segredo, suprindo todas as necessidades de cada um dos hospedes. Todos, aos poucos e em segredo foram removidos dali para um local longe e seguro. Infelizmente em uma das ultimas evacuações do campo, esse comandante foi capturado, e condenado à morte por fuzilamento. Mas antes que sua sentença fosse aplicada deixaram que ele escrevesse uma carta. Foi assim que eu escrevi isso. E foi endereçada para minha pequena e especial família e para o mundo. Morro agora por esse pelotão de fuzilamento, mas deixo claro que o homem que conheci, não quis ser. Mas fui. E o preço eu deposito aqui e agora.




                                                                     Heiz Shwazn.







Giovanni Lorenzi

12AM

(via iamsenshi)

January282013

(via skepticalway)

3PM
 

SHERLOCK

 

SHERLOCK

3PM

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(Source: xwhatilovethemost)

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